A importância das Fantasias

“Parece que encontramos nosso rei”.

Em quantos contextos diferentes uma frase pode caber? Impossível dizer. A frase acima precisa do tal contexto para ganhar sentido. Foi dita por um monstro. Um monstro de um lugar desorganizado, caótico, passando por um momento destrutivo. Neste lugar um menino chega, se diz rei, tenta organizar o caos vigente. Parece conseguir pacificá-los, criar objetivos. É nesse momento que a frase é pronunciada. O lugar? A fantasia de Max. Um menino que passa por um momento difícil em sua vida e constrói uma fantasia onde tenta dar outro destino para seus sofrimentos. Tudo isso é contado no filme Onde Vivem os Monstros.

Fantasiar é um recurso fundamental para a vida psíquica. Com as fantasias organizamos o caos interno, permitimos que o Desejo tenha uma forma, solucionamos os problemas mais difíceis, fugimos de realidades insuportáveis, entramos em contato com dimensões profundas de nós mesmos. Fantasiar é uma capacidade salvadora para quem tem angústias. E quem não as tem?

Uma contribuição interessante a esse respeito é está no modo como Laplanche e Pontalis definem a fantasia: “Roteiro imaginário em que o sujeito está presente e que representa, de modo mais ou menos deformado pelos processos defensivos, a realização de um desejo e, em última análise, de um desejo inconsciente. A fantasia apresenta-se sob diversas modalidades: fantasias conscientes ou sonhos diurnos; fantasias inconscientes como as que a psicanálise revela, como estruturas subjacentes a um conteúdo manifesto”. 

Bruno Bettelheim escreveu que a fantasia ajuda a dar outros significados para a vida cotidiana, para a realidade cruel, e que, a partir dela, podemos suportar melhor a realidade quando se apresenta em intolerável. 

Para Freud a fantasia estaria a meio caminho entre o Princípio de Prazer e o Princípio de realidade. O fantasiar levaria em conta o mundo interno com suas tendências ao prazer sem limites e o mundo externo marcado pelas regras, proibições e diferenças.

A fantasia, nesse sentido, é um rearranjo da realidade, necessária para dar à vida psíquica uma possibilidade de existir apesar do outro, do Outro e das incongruências e violências que são capazes de impor ao sujeito.

A psicanalista Silvia Amigo em importante obra chamada Clínica dos Fracassos da Fantasia, escreveu que “entre as voltas da vida e a relação com um ‘determinado’ Outro, mistura estrutural na qual cada um se forja, surge ou não um modo de resposta fantasística”. O personagem principal do filme se chama Max e veremos que ele cria sua fantasia a partir do que vive em sua casa, com sua mãe, o namorado da mãe, o irmão, os meninos que o perseguem. 

O filme é inspirado no livro escrito por Maurice Sendak. Na infância, seus pais sempre lhe contavam uma história que a gravidez não foi desejada. Que deram muitas drogas para abortar e seu pai tentou empurrar a mãe da escada para caso os remédios falhassem. (Quase) Sempre há algo de biográfico numa obra literária. Tanto quanto o diretor de um filme é o sujeito oculto assim também a subjetividade do escritor se faz presente em sua obra. 

UM FILHO EM CONFLITO COM SUA MÃE

Folha Online - Livraria da Folha - Filme "Onde Vivem os Monstros" mostra o  amadurecimento infantil - 15/01/2010

Filme e livro tratam da relação conflituosa entre Max e sua mãe. E o momento de início da fantasia se dá quando Max está agressivo com ela, que lhe impede de se alimentar e o manda para o quarto. A presença do amigo ou namorado da mãe são também motivo da instabilidade de Max.

Afinal, seu pai lhe deixa um presente, um globo terrestre, e uma frase: “para Max, dono deste mundo. Do seu pai”. Com essa transmissão de poderes, ele se acredita, edipicamente, o substituto do pai, ocupa seu lugar junto à mãe. Mas quando esta traz para casa um possível namorado, Max o enxerga como um rival. Intruso e mãe infiel serão alvo de sua agressividade. A frase do pai ao mesmo tempo em que se propõe como outorga de um poder/lugar com o qual se identifica, também posiciona Max frente ao risco da castração pois a outorga deste pode ser lida pelo viés edípico.

Max morde. Em um acesso de raiva, Max morde sua mãe. E foge, sai em disparada. A cena muda, há uma floresta, um lago e um bote. Em meio à tempestade o bote chega a uma praia, uma ilha deserta, uma terra imaginária. 

É a fuga para a fantasia. O barco e a viagem são os modos de acesso a esse outro lugar. No barco o nome Max indica ser ele o criador dessa história. A tempestade que conduz Max à fantasia bem serve para representar o momento de caos em que ele vive, uma alegoria de seu mundo interno.

A ROUPA DO LOBO

Resenha: Onde vivem os monstros – Submundo Mamão 2.0

Nada disso acontece sem que um fato importante tenha acontecido antes: Max coloca uma roupa de lobo, cobre a cabeça com o capuz de um pijama em forma de lobo. Isso lhe dá poder. 

É com a roupa de lobo que desafia sua mãe e o namorado dela, que faz o alarde, a bagunça. A escolha da ‘fantasia’ do lobo não é ao acaso. As fantasias infantis e as histórias lendárias estão cheias de lobos. São animais que representam muito bem os conflitos e propõem um caminho para representar a raiva, o ódio, o desejo de devoração do outro que lhe faz algum mal. O lobo devora a vovó, o lobo assopra as casas dos porquinhos, seus dentes sempre representam o mal, a devoração. A psicanalista Marie-Louise VON FRANZ escreveu que “em seu aspecto negativo o lobo é perigosamente destrutivo, representando o princípio do mal em sua forma mais elevada”.

Bruno Bettlelheim, conhecido por sua obra A Psicanálise dos Contos de Fadas, compara os lobos ao lado irado dos seres infantis. Escreveu que “a maldade do lobo é alguma coisa que a criancinha reconhece dentro de si: seu desejo de devorar e a consequência: – sua ansiedade de sofrer possivelmente, ela mesma, um tal destino. Assim o lobo é uma externalização, uma projeção da maldade da criança – e a estória conta como se pode lidar com ela construtivamente”.

Max então constrói e mergulha em sua fantasia. O lugar para onde ele vai é habitado por monstros. Veremos que cada qual representa algo do mundo interno de Max, as pulsões, os afetos. 

Sua primeira ação nesse lugar e tomar-se rei. Tarefa que indica, na fantasia, seu desejo de dominação sobre o lugar, desejo de ter o poder de arranjar a realidade de acordo com o que acredita e de acordo com seu prazer. Ele quer poder mandar, é isso que os reis fazem. O sentido que podemos depreender daqui é que ele quer tornar-se ativo na resolução de seus conflitos, ter autonomia sobre eles, fato que não está acontecendo na sua realidade. Isso também revela a boa capacidade de simbolizar, de migrar para a fantasia seus dramas. Sem esse recurso, ele poderia perigosamente fazer uma passagem ao ato.

AS FANTASIAS INFANTIS

Onde Vivem os Monstros' foca infância de modo criativo - Rede Brasil Atual

A primeira ação de seu início de fantasia consiste na destruição. Todos começam a destruir as casas, destruir o lugar do outro. É uma clara descarga de agressividade, uma vingança onde ele tenta consertar a realidade através da fantasia.

Onde vivem os monstros? No inconsciente, a resposta vem rápido, mas também podemos afirmar que vivem na história familiar, do registro dos adultos, naquilo que é ouvido, naquilo que é captado das experiências. Neste sentido o filme é uma alegoria sobre o Inconsciente e seus processos. 

A função da ficção, e particularmente dos monstros, é oferecer uma representação externa para aquilo que é insuportável, justo por ser interno e mal compreendido. Os monstros têm um poder de fascínio sobre as crianças que, ao mesmo tempo que os temem, também querem estar em contado com eles, dado que eles ajudam a representar, dar forma às angústias que não tem nome. É mais fácil temer algo que tem uma cara conhecida, do que suportar a angústia difusa, o medo de algo que não se sabe como vai atacar. 

Algo similar ocorre quando presenciamos a admiração que os super-heróis causam nas crianças –só nas crianças? – afinal eles realizam façanhas que elas mesmas gostariam de realizar. Ao vencer o mal, os heróis permitem que, via projeção, também a criança possa se vingar daqueles que lhe causaram alguma dor, os pais, professores, a intolerância dos adultos. 

Tudo no filme é Max, seu reino. Cada monstro representa uma parte de si. Quando brigam revelam os conflitos internos. Mas também é verdade que nos monstros de sua fantasia estão projetados os afetos que internalizou a partir da relação com sua mãe e as outras pessoas de sua realidade. Desta forma, uma personagem pode ser sua mãe sim, mas a partir da forma como Max a internalizou, então, ainda que seja sua mãe, é correto afirmar que também é o Max.

A FANTASIA DE DESTRUIÇÃO

O que eu aprendi sobre maturidade com o filme “Onde vivem os monstros” – EOH

A primeira ordem em seu reino é: “Destruam tudo!” É o desejo de Max diante da situação ruim na sua casa. Algumas crianças de fato destroem… fazem em ato. 

Carol, o monstro mais agressivo do seu reino é temido por sua forte ameaça de devorar tudo. Em determinado momento ele fica sozinho e destrói tudo. É uma projeção de Max. Quando uma criança não é compreendida numa situação e todos ficam contra ela, ela expressa isso com raiva, violência. Crianças quando se sentem abandonadas ou ficam sozinhas na sua indignação tendem a ficar agressivas e destrutivas.

O modo como Max se apresenta aos monstros e os vários discursos confusos sobre a construção e destruição de casas deixam entrever duas tendências internas em conflito, Eros e Tânatos, as duas forças de construção e destruição. Nossas dualidades internas aparecem no discurso.

É comum no dia a dia do consultório pacientes cujas vozes internas os deixam em contraditórias confusões, um verdadeiro caos. Sabemos que o supereu (superego) tem duas faces, uma em oposição à outra. Uma destas faces representa nossa consciência moral, tenta conciliar, viger dentro das regras sociais, respeitar o outro, leva em conta o bem-estar social, a convivência. A outra face é tirânica, só quer saber de um prazer a todo custo ou mesmo causando um sofrimento a todo custo, o que é mais comum por sinal. Leva em conta o prazer da descarga, a realização da pulsão destrutiva, o Gozo absoluto. Essas duas faces se apresentam como vozes, pensamentos e impulsos a realizar. Alguns monstros do filme são a caracterização exata dessa dualidade que divide o eu. 

A DEVORAÇÃO, OUTRO TEMA DAS FANTASIAS

Where the Wild Things Are” Comes to Life – Rolling Stone

O tema da devoração retorna a todo momento, a fantasia de devoração, o impulso de morder, a agressividade primária querendo fazer sua descarga. A oralidade tenta resolver o mundo pela boca. É um modo primitivo de lidar com a realidade, em especial quando ela se mostra diferente da expectativa.

Mas os monstros querem comê-lo. É uma boa metáfora para quando o mundo interno está em conflito sem possibilidade de elaboração. Na psicose (onde há falta de palavras para espraiar a agressividade) o sujeito se morde, arranca pedaços de carne, se bate, se fura, se corta… A fantasia é uma alternativa simbólica para o ato destrutivo.

A angústia de devoração é algo terrível. O sujeito vive a expectativa de ser engolido pelo Outro, ser devorado, perder a si mesmo para esse Outro que se torna devorador. As experiências das crises de angústia revelam quão perigosos podem ser esses episódios. É preciso que sejam tratados esses sujeitos que vivem essas ansiedades, quer sejam realísticas (quando existe na realidade um perigo real) quer sejam fantasísticas.

Uma fortaleza de gelo é criada. Pode ser uma referência ao iglu que, na vida real de Max, os amigos da irmã destruíram, tendo ele ficado aterrorizado pois estava dentro. Ele tenta consertar a cena da realidade com uma criação mágica de proteção. Para ele ficou traumática aquela cena pois eles eram mais fortes do que ele e usaram da força para destruir o que era dele, uma violência foi perpetrada. O adulto traumatiza a criança. 

“ME FIZERAM REI”

Onde Vivem os Monstros (Filme), Trailer, Sinopse e Curiosidades - Cinema10

Fazer-se rei mostra Max atuando sobre sua realidade pois, na fantasia, o Sujeito dá outro desfecho para uma situação traumática, corrige-a e coloca o ego em posição de vitória sobre o agressor. 

E, claro, nesse reino onde tudo pode, Max cria o ‘abridor de fendas’, um objeto mágico capaz de façanhas. É a fantasia dos objetos que conferem poder. São os auxiliares do eu, tão presentes nos desenhos e na mitologia, como as armas mágicas, o martelo de Thor, a capa, a lança, a espada, o arco e flecha, tornar-se invisível, o anel mágico… Tudo isso é acionado porque é eficaz, como diria o antropólogo Lévi-Strauss que analisa um ritual de cura de uma mulher que não conseguia parir. Para tanto o Xamã usa simbolicamente de auxiliares para percorrer um caminho que seria o símile do canal vaginal e com ele carrega amuletos e convoca animais, como um tatu para abrir o caminho. No final o parto se realiza.

Na fantasia o eu se torna onipotente.

O mesmo vale para o ‘escudo anti tristeza’, genial alegoria a nos ensinar o valor fundamental da fantasia infantil para não sucumbir ao caos da angústia e do desarvoramento em situações de perigo. De uma maneira ou outra tudo o que aparece neste filme está presente nos discursos de todas as crianças. 

Quando um dos monstros diz ‘parece que encontramos nosso rei’ é claro o que isso quer dizer: o sujeito começou a colocar ordem no seu mundo interno, começou a organizar suas referências e afetos que estavam caóticos. Na fantasia o Sujeito organiza o caos interno e pacifica o mundo. Assume o controle! E assim, pode organizar o que está caótico. Alguns transpõem as soluções mágicas para a realidade e propõem fórmulas ou ideias absurdas (mágicas) para a solução de conflitos, para salvar o mundo…

Com tudo isso podemos afirmar que ‘ter um rei’, representa o controle, integração, organização interna. O sujeito sabendo de si. Orientado em relação ao inconsciente. Fazendo escolhas. Bons afetos. E ‘não ter um rei’ é descontrole, caos, desorganização interna. O sujeito sem condições de avaliar suas condutas. Angústia.

Há um momento do filme que a genialidade parece não ter encontrado limites. Eles se deparam com os ‘ossos de outros reis’. É realmente genial. Podem ser muitos os momentos ao longo de uma vida – e aqui na infância – em que vão ocorrer momentos de caos, de angústia, de desorganização, para cada um deles o sujeito vai precisar agir, salvar-se, curar-se, buscar ajuda, reunir forças psíquicas para restabelecer a ordem. Cada uma destas batalhas psíquicas vai deixar uma história, um aprendizado. E que bela maneira de representar isso na fantasia fazendo uma espécie de cemitério de ‘ossos de outros reis’. Cada etapa da vida somos diferentes, somos outros. Freud no O Ego e o Id diz que no ego encontram-se camadas de objetos abandonados dos quais o sujeito já se identificou. É a história das identificações ao longo da vida. Esses ossos representam o significante, a linguagem, as identificações simbólicas. Os objetos amados e depois abandonados.

O primeiro ato do rei foi liberar a bagunça, liberar o prazer, excluir o adulto e seus excessos. Transformação da angústia em prazer. O triunfo sobre os inimigos. A descarga. Quando Max fez bagunça, foi reprimido. Agora pode. Na fantasia ele é rei. E as brincadeiras representam a paz, cada monstro representa um afeto, uma característica. Todos os monstros pulam sobre o Rei e se divertem. Não há conflito e todos estão bem. 

A FANTASIA, UM LUGAR DE TENTAR ELABORAR A MORTE

G1 > Cinema - NOTÍCIAS - Filme 'Onde vivem os monstros' ganha bênção do  autor do livro

O deserto de areia é belíssima metáfora para a morte. E são tantas as mortes com as quais uma criança vai se deparar, do ideal, do Édipo, da infância, de partes de si, crescer incluir deixar para trás algo de si. Crescer envolve lidar com aspectos da morte.

A construção da ‘cidade perfeita’ é outra metáfora importante a nos ensinar muito sobre o mundo das crianças e seus modos de pensar. Quem não deseja viver no primado do Princípio do Prazer? Da ausência da castração, da ausência de angústia? Viver no mundo ideal, reencontrar o tal paraíso perdido, o lugar perfeito, longe dos adultos. Na fantasia esse lugar pode existir, ainda que dure pouco.

Mas o que era perfeito começa a perecer. Após a briga de lama a fantasia mostra que tem seu prazo de validade. O sujeito não pode viver nela o tempo todo. A fantasia dura um tempo e começa a se desfazer. Em contraponto, o Princípio de Realidade vence o Princípio de Prazer. Entre a onipotência fragilmente experimentada na fantasia e a realidade que chama, haverá um vencedor. Dependendo da estrutura uma ou outra vencerá. Em casos severos de psicose, o sujeito poderá para sempre ficar preso no seu mundo patológico onde os delírios e alucinações o distanciam terrivelmente da realidade. 

A própria consciência de Max lhe avisa, usando a voz de um dos monstros: “Você não é um rei de verdade, é só um garoto normal”. Quão terrível deve ter sido esse pensamento, quão terrível deve ter sido se conscientizar disso. Agora é preciso desfazer a fantasia, ela já cumpriu sua missão. Vai perdendo a sustentação. A realidade começa a se impor.

Mas há um monstro que não pode saber disso, Carol, o monstro devorador, agressivo. Que aula sobre o recalque essa frase: “Só não deixe o Carol saber”. Neste caso o recalque tem o sentido de ser o controle simbólico sobre a tendência destrutiva. Recalcar não é ruim. E transformar uma tendência em símbolo!

Outra cena de grande significado simbólico no filme é quando a monstra KW engole Max por inteiro para o esconder da força destrutiva de Carol. KW representa a mãe protetora, o adulto que protege. Mas também um nível de reconhecimento que é preciso estar em paz com a família para estar em paz consigo mesmo. E mais uma frase a nos fazer pensar: “É difícil ser uma família”.

É neste momento que Max pode dizer ‘vou para casa’. Após o fantasiar, o inconsciente ‘organizou’ o caos interno e ele pode voltar à realidade.

Na partida temos o diálogo – emocionante – entre Max e Carol. Essa conversa revela que é possível conversarmos com nossas forças destrutivas, apaziguá-las, é preciso negociar com os afetos internos. Max está entrando em contato e escutando a si. Olhando para sua raiva e agressividade.

E, para finalizar, a melhor de todas as frases: “Você é o primeiro rei que não devoramos”, ou seja, todas as outras tentativas de Max em mudar foram fracassadas. Ele sempre perdeu para a agressividade. Desta vez pode interromper a repetição. Os monstros ficam melancólicos na despedida de Max e isso é compreensível afinal, crescer requer a perda de identificações atuais. Uma dose depressiva sempre sobrevirá a uma transformação.

Conforme escreveu Caroline Fernandes, “Max executa sua dança selvagem e mitológica como ritual de passagem e processo de amadurecimento. No conflito com a mãe ele reencena a relação materna e seus problemas. Sua aventura dialoga com os contos de fadas, mitos e fantasmas que se alimentam do medo do ser humano de crescer, ser devorado ou abandonado”.

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